Somos o que... quando somos... eu em nós... Eu sou Legião?!
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Simplesmente escolhidos...
A discussão sobre o ódio parece ser o tema da vez. O ódio se mostrando atravéz de preconceitos, assassinatos, espancamentos, variadas formas com a mesma fonte, o mesmo princípio. Talvez, uma mesma temática. Algo pertencente a uma concretude anterior ao humano.
Depois das marcas...
Passamos um “feriadão”! Se pensarmos sobre o que foram essas datas em que demos uma parada no tempo, talvez, percebamos que foram momentos de morte e renovação. Pelo menos para nós aqui no Brasil. Primeiro, Tiradentes, preso, julgado, sentenciado, esquartejado, símbolo de um movimento e possíveis transformações. Continuamos as lembranças com Cristo, preso, julgado, sentenciado, cruxificado, símbolo de um movimento e possíveis transformações.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
E POR FALAR EM MITOS
Como é que se pode viver sem errar o alvo, sem se desviar da meta, sem trair a própria vocação, sem negar o próprio destino, abraçando a oportunidade de desenvolver as próprias potencialidades?E se acontecer o erro, o desvio, a traição, a negativa... há ainda uma salvação?
Campbell aponta na mitologia um caminho excelente, fantástico e revelador para encontrarmos respostas para essas indagações. Apresenta o antigo que sempre se faz novo porque constitui a essência do ser humano e é fonte de sabedoria perene.
Sim, o mergulho na mitologia só pode nos enriquecer, porque nos vai proporcionar diferentes e reveladoras leituras dos fatos, dos sentimentos, das relações... enfim, da vida. (Contra capa do livro)
CAMPBELL, Joseph. E POR FALAR EM MITOS... Conversas com Joseph Campbell. Campinas, SP : Verus Editora, 2004.
quinta-feira, 31 de março de 2011
A DIVINA COMÉDIA
Poderíamos dizer que esta obra, quando lida de forma simbólica, pode representar os processos que o indivíduo vivencia em seus processos de crescimento. Poderíamos dizer que ela é um compêndio sobre a civilização daquele período histórico e fala de questões que percorriam a mente de Dante. Todavia, não importa qual o caminho, o próprio começo desta obra nos remete à reflexões sobre a vida: “No meio do caminho de nossa vida, me vi de repente numa selva escura.” A obra nos remete à nossas questões, nossos medos, nossas potencialidades. O fato de discorrer sobre o inferno, purgatório e céu dá uma conotação religiosa à obra. Entretanto, o modo com que Dante aborda o assunto faz com que não nos prendamos nesse jogo dual entre bem e mal. Ele nos leva para uma viagem na qual apenas constatamos experiências. A reflexão maior fica a cargo do próprio Dante, contando sua trajetória, e do que ele toca em nós.
Por esta e outras razões, A divina comédia é uma excelente leitura para profissionais psi e demais áreas de conhecimento. Isso, posto que ela fala simbolicamente e historicamente do humano em sua relação com Cronos e Kairos. Aqui é apresentada a versão em prosa, o que facilita muito a leitura.
ALIGHIERI, Dante. A DIVINA COMÉDIA. Porto Alegre : L&PM, 2006. (Coleção L&PM Pocket nº 344)
SOBRE UMA VAMPIRA
Mauro Sérgio Da Rocha
Em outros momentos, neste mesmo espaço, apontamos algumas possibilidades de leitura e trabalho com HQs. Seguindo esta perspectiva e tentando caminhar em direção a um conhecimento que possa nos apresentar propostas diferenciadas de trabalho dentro da perspectiva analítica, buscamos perceber mitologemas. É isto que esperamos com estes pequenos comentários: fornecer caminhos imaginativos àqueles que apreciam o mundo das HQs, sobretudo dos apreciadores de X-Men.Convidamos você leitor a fazer uma reflexão usando como pano de fundo a personagem Vampira, dos X-Men, e sobre as implicações de seus poderes mutantes. Primeiro, um pouco de história.
segunda-feira, 21 de março de 2011
SOMBRAS NAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
Mauro Sérgio da Rocha
A teoria junguiana, atualmente, começa a ganhar campo e respeitabilidade graças ao aumento de pesquisadores sérios e dispostos a discutir de forma real a contribuição e influência de Jung no campo das ciências, em específico na psicologia. Valendo-nos deste processo teórico no qual Jung ganha reconhecimento e abre novos campos de aplicabilidade, buscaremos levantar algumas discussões no intuito de fazermos uma análise das Histórias em Quadrinhos (HQs) a partir do referencial teórico da psicologia analítica.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
O CORPO E A ALMA EM UM PROCESSO DE ADOECIMENTO
Ana Helena Stein C. Souto
“O mundo é imenso, e não há uma única teoria que consiga explicar tudo.”
Jung
O assunto que pretendo abordar é a doença e o processo de adoecer. Para tanto, como base, foi utilizada a teoria de Jung quanto à formação de símbolos, a formação de complexos e a expressão psique-soma. Através das autoras Denise Gimenez Ramos (1994), que escreve sobre a psicossomática à luz da psicologia analítica, e Themis Regina Winter (1997), que fala sobre o homem psicossomático e a criação de uma metapsicossomática, pretendo levantar algumas questões que a meu ver são de grande importância.
Primeiramente precisamos entender o que é a doença, o que é processo de adoecer. E para tanto, apoiando-se nos estudos de Denise Gimenez Ramos (1994), a doença será vista, neste passo inicial, em um aspecto histórico.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
MOSAICOS
Mosaico! Este se compõe de multiplas peças que, em conjunto, adquirem uma apresentação singular. Neste sentido, colocá-lo como uma possibilidade representativa da psique não é desconsiderar a lógica. Esta pequena representação traz em si a ideia de que multiplas partes podem formar um todo em harmonia. Nenhuma é deixada de lado em consideração a outra, não há perfeições ou imperfeições, o que existe é apenas a totalidade.
Pode-se dizer com isso que debruçar o olhar sobre essas obras é vislumbrar a constituição do ser através de uma visão única. Um espelho no qual nosso conteúdos internos também brincam dando forma ao caos multipartido.
As figuras abaixo possuem essa proposta. Levar o observador a deixar sua consciência brincar com as imagens, permitindo que seu Eu seja levado à um território em que a razão pouco pode ajudar. Nestas, o observador não deve procurar a formação de uma imagem única, mas sim variações, novas possibilidades, novas formas de ver o mesmo conteúdo.
Imagine e divirta-se!
Imagine e divirta-se!
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
O DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO DA CRIANÇA NA ABORDAGEM JUNGUIANA
Thalita de Oliveira Soares
O texto a seguir é uma tentativa de discorrer, de maneira sucinta, sobre o desenvolvimento da criança sob a perspectiva da teoria analítica de C. G. Jung. O objetivo é mostrar uma parcela do que ocorre ao indivíduo no início de sua vida, quanto à estruturação de sua psique a partir de uma investigação da história da origem da consciência e dos estágios arquetípicos como etapas de seu desenvolvimento. Para tanto, será apresentado graus de consciência do ego que operam na psique da criança como parte de seu desenvolvimento psicológico e formação de sua personalidade.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
MARKETING ATUAL E SUAS RELAÇÕES COM O CONCEITO DE IMAGEM ARQUETÍPICA
Juliana Marques Pinc da Silva
Introdução
O objetivo do presente texto é expor as discussões de alguns autores sobre a utilização das imagens arquetípicas, conceito proposto por C.G. Jung, na administração do significado de marcas. O norte desta discussão está pautado no livro “O Herói e o Fora da Lei” de Margaret Mark e Carol S. Pearson (2001), conceituadas profissionais da área do Marketing que, segundo seu livro, foram as primeiras a criarem uma metodologia sistemática para alavancar significados arquetípicos nas marcas. O respaldo para os termos junguianos é oferecido por Marie-Louise von Franz (1975), em “C.G. Jung – Seu Mito em Nossa época” e Samuels (s.d), em “O Dicionário Crítico de Análise Junguiana”. A Dra. von Franz acompanhou o trabalho de Jung durante muitos anos e, mais tarde, fundou o C. G. Jung Institute de Zurique.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
POSSIBILIDADES DE RELAÇÕES ENTRE AS PRÁTICAS ORGANIZACIONAIS E A TEORIA DA PSICOLOGIA ANALÍTICA
Nelson Roberto Bertholi Jr
1. Introdução
Desde o surgimento da Escola Clássica de Administração, ou Taylorismo, a preocupação com a relação homem-trabalho se mostra relevante. Inicialmente, a problemática da Psicologia Industrial voltava-se para o aumento do rendimento do funcionário em seu posto de trabalho, fazendo surgir os primeiros estudos sobre a fadiga, as condições de trabalho e as relações humanas existentes no ambiente de trabalho.
Após a II Guerra Mundial, devido às diversas mudanças político-econômicas, foi necessário fazer transformações nas práticas a fim de atenderem a produtividade das empresas. A Psicologia, agora Organizacional,
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
SOBRE OS TIPOS PSICOLÓGICOS DA PSICOLOGIA JUNGUIANA
Mariana Kanbara & Mauro Rocha
(Parte do Minicurso da XI Semana de Psicologia da Universidade Estadual de Maringá)
Pretendemos aqui tecer alguns apontamentos da teoria dos Tipos Psicológicos. Nossa escolha pelo tema se faz a partir da possibilidade de aplicabilidade desta teoria em vários campos de atuação da psicologia e por perceber a utilização cada vez maior do questionário QUATI.
Dizemos isso com base na experiência de alguns profissionais que utilizam a teoria dos Tipos Psicológicos para esclarecer questões relacionadas à empresa, na formação de equipes e análise de cargos e funcionários; em orientação vocacional, auxiliando o indivíduo a conhecer-se através de algumas características até então pouco trabalhadas; na clínica, proporcionando um modo do indivíduo conhecer-se e perceber suas atitudes e o que pode, ou não, influenciá-las.
Dizemos isso com base na experiência de alguns profissionais que utilizam a teoria dos Tipos Psicológicos para esclarecer questões relacionadas à empresa, na formação de equipes e análise de cargos e funcionários; em orientação vocacional, auxiliando o indivíduo a conhecer-se através de algumas características até então pouco trabalhadas; na clínica, proporcionando um modo do indivíduo conhecer-se e perceber suas atitudes e o que pode, ou não, influenciá-las.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
MANUAL DE CAMBRIDGE PARA ESTUDOS JUNGUIANOS
Carl Gustav Jung, um dos fundadores da psicanálise, rompeu com Freud e desenvolveu suas próprias teorias, chamando-as de "psicologia analítica". Este manual situa Jung no contexto de seu próprio tempo, delineia a prática e a teoria da psicologia junguiana na atualidade e mostra como os junguianos continuam a questionar e desenvolver seu pensamento para adaptá-lo ao mundo pós-moderno multicultural da psicanálise contemporânea.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
O PAI E A PSIQUE
Quase toda a psicologia profunda tem como fundamento a relação da criança com a mãe. Pouco ou quase nada se fala do pai e de sua função arquetípica na vida psíquica, exceto pela menção de seu papel na consecução de um Eu heróico a partir da adolescência. Todavia, será que o papel do pai é apenas a exterioridade, o ethos e a lei?
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil
Dados Comparativos Fundação Perseu Abramo - FPA
http://www.fpabramo.org.br/o-que-fazemos/pesquisas-de-opiniao-publica/pesquisas-realizadas/dados-comparativos
http://www.fpabramo.org.br/o-que-fazemos/pesquisas-de-opiniao-publica/pesquisas-realizadas/dados-comparativos
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Algumas discussões sobre O ABUSO DO PODER NA PSICOTERAPIA - e na medicina, serviço social, sacerdócio e magistério.
(Parte da Vivência e Reflexão: Cuidando de quem Cuida ministrada no evento O CUIDADOR E SEU PACIENTE: ALGUNS PONTOS DE VISTA E CONSIDERAÇÕES, realizada na Universidade Estadual de Maringá)
Onipotência na área da saúde: o que nos dá o direito de impor uma ajuda ao outro? Quando nos relacionamos com o outro dentro de nossa perspectiva profissional, qual o mal que podemos causar involuntariamente aos nossos paciente/clientes quando nos propomos a ajudá-los? Essa é apenas uma das várias questões que o autor nos apresenta e que nos leva a encarar nossos lados sombrios.
Segundo o autor, a função que exercemos “não é salvar as pessoas ou revelar-lhes o sentido de sua vida”, o que podemos fazer é “mostrar que tanto o vazio como o sentido existem e ajudar as pessoas a suportarem serem o que são” (pg. 11).
Segundo o autor, a função que exercemos “não é salvar as pessoas ou revelar-lhes o sentido de sua vida”, o que podemos fazer é “mostrar que tanto o vazio como o sentido existem e ajudar as pessoas a suportarem serem o que são” (pg. 11).
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Figuras de Lambspring
Lampert Spring é um filósofo alemão, descendente de nobres, que escreve um tratado sobre a pedra filosofal. Neste tratado são apresentadas 15 figuras sequenciais acompanhadas de textos que nos remetem a aspectos importantes da tensão entre opostos no desenvolvimento do homem.
Seguindo os preceitos da alquimia, tentemos visualizar essas imagens sem perdermos a noção de que devemos utilizar sempre um fogo brando em nosso processo de transformação e sermos fiéis a nossos sentimentos e intuições.
Encontramos estas figuras e uma discussão sobre as mesmas em PSIQUIATRIA JUNGUIANA, livro de Heinrich Karl Fierz, já pontuado em outro momento neste blog.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
O ABUSO DO PODER NA PSICOTERAPIA: E NA MEDICINA, SERVIÇO SOCIAL, SARCERDOCIO E MAGISTERIO
A maioria das profissões, de uma forma ou de outra, presta serviço à saúde e ao bem-estar da humanidade. Porém as atividades do médico, do padre, do professor, do psicoterapeuta e do assistente social envolvem um trabalho especializado e deliberado para ajudar os infelizes, os doentes, aqueles que de algum modo se perderam. A presente obra analisa como e por que os membros dessas profissões de ajuda podem também causar enormes danos, devido a seu próprio desejo de ajudar. ADOLF GUGGENBUHL-CRAIG. O ABUSO DO PODER NA PSICOTERAPIA: E NA MEDICINA, SERVIÇO SOCIAL, SARCERDOCIO E MAGISTERIO - Coleção Amor e Psique, Editora Paulus, 2004. Tradução: Roberto Gambini
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Psiquiatria Junguiana
Observações psiquiátrico-analíticas repletas de preciosas intuições de um junguiano respeitado e raro terapeuta que, assim como Jung, trabalhou em psiquiatria. O livro nos apresenta uma visão da psicologia e da psiquiatria como aliadas. Interessante por descrever de forma consistente conteúdo teórico e prático da psiquiatria através da perspectiva da psicologia analítica. O autor oferece numa linguagem simples uma visão esclarecedora sobre alguns dos principais processos que se relacionam com a prática psicoterápica dentro dos hospitais psiquiátricos e no atendimento clínico. Neste sentido, o livro se torna ferramenta útil para esclarecimentos práticos e teóricos para quem atua dentro da perspectiva junguiana. Observações psiquiátrico-analíticas repletas de preciosas intuições de um junguiano respeitado e raro terapeuta que, assim como Jung, trabalhou em psiquiatria. Autor: HEINRICH KARL FIERZ Editora: Paulus Ano: 1997
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