quinta-feira, 31 de março de 2011

A DIVINA COMÉDIA

Poderíamos dizer que esta obra, quando lida de forma simbólica, pode representar os processos que o indivíduo vivencia em seus processos de crescimento. Poderíamos dizer que ela é um compêndio sobre a civilização daquele período histórico e fala de questões que percorriam a mente de Dante. Todavia, não importa qual o caminho, o próprio começo desta obra nos remete à reflexões sobre a vida: “No meio do caminho de nossa vida, me vi de repente numa selva escura.” A obra nos remete à nossas questões, nossos medos, nossas potencialidades. O fato de discorrer sobre o inferno, purgatório e céu dá uma conotação religiosa à obra. Entretanto, o modo com que Dante aborda o assunto faz com que não nos prendamos nesse jogo dual entre bem e mal. Ele nos leva para uma viagem na qual apenas constatamos experiências. A reflexão maior fica a cargo do próprio Dante, contando sua trajetória, e do que ele toca em nós.
Por esta e outras razões, A divina comédia é uma excelente leitura para profissionais psi e demais áreas de conhecimento. Isso, posto que ela fala simbolicamente e historicamente do humano em sua relação com Cronos e Kairos. Aqui é apresentada a versão em prosa, o que facilita muito a leitura.
ALIGHIERI, Dante. A DIVINA COMÉDIA. Porto Alegre : L&PM, 2006. (Coleção L&PM Pocket nº 344)

SOBRE UMA VAMPIRA


Mauro Sérgio Da Rocha

Em outros momentos, neste mesmo espaço, apontamos algumas possibilidades de leitura e trabalho com HQs. Seguindo esta perspectiva e tentando caminhar em direção a um conhecimento que possa nos apresentar propostas diferenciadas de trabalho dentro da perspectiva analítica, buscamos perceber mitologemas. É isto que esperamos com estes pequenos comentários: fornecer caminhos imaginativos àqueles que apreciam o mundo das HQs, sobretudo dos apreciadores de X-Men.
Convidamos você leitor a fazer uma reflexão usando como pano de fundo a personagem Vampira, dos X-Men, e sobre as implicações de seus poderes mutantes. Primeiro, um pouco de história.

segunda-feira, 21 de março de 2011

SOMBRAS NAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

Mauro Sérgio da Rocha

A teoria junguiana, atualmente, começa a ganhar campo e respeitabilidade graças ao aumento de pesquisadores sérios e dispostos a discutir de forma real a contribuição e influência de Jung no campo das ciências, em específico na psicologia. Valendo-nos deste processo teórico no qual Jung ganha reconhecimento e abre novos campos de aplicabilidade, buscaremos levantar algumas discussões no intuito de fazermos uma análise das Histórias em Quadrinhos (HQs) a partir do referencial teórico da psicologia analítica. 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O CORPO E A ALMA EM UM PROCESSO DE ADOECIMENTO

Ana Helena Stein C. Souto

“O mundo é imenso, e não há uma única teoria que consiga explicar tudo.”
Jung

O assunto que pretendo abordar é a doença e o processo de adoecer. Para tanto, como base, foi utilizada a teoria de Jung quanto à formação de símbolos, a formação de complexos e a expressão psique-soma. Através das autoras Denise Gimenez Ramos (1994), que escreve sobre a psicossomática à luz da psicologia analítica, e Themis Regina Winter (1997), que fala sobre o homem psicossomático e a criação de uma metapsicossomática, pretendo levantar algumas questões que a meu ver são de grande importância.
Primeiramente precisamos entender o que é a doença, o que é processo de adoecer. E para tanto, apoiando-se nos estudos de Denise Gimenez Ramos (1994), a doença será vista, neste passo inicial, em um aspecto histórico.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

MOSAICOS

Mosaico! Este se compõe de multiplas peças que, em conjunto, adquirem uma apresentação singular. Neste sentido, colocá-lo como uma possibilidade representativa da psique não é desconsiderar a lógica. Esta pequena representação traz em si a ideia de que multiplas partes podem formar um todo em harmonia. Nenhuma é deixada de lado em consideração a outra, não há perfeições ou imperfeições, o que existe é apenas a totalidade.
Pode-se dizer com isso que debruçar o olhar sobre essas obras é vislumbrar a constituição do ser através de uma visão única. Um espelho no qual nosso conteúdos internos também brincam dando forma ao caos multipartido.
As figuras abaixo possuem essa proposta. Levar o observador a deixar sua consciência brincar com as imagens, permitindo que seu Eu seja levado à um território em que a razão pouco pode ajudar. Nestas, o observador não deve procurar a formação de uma imagem única, mas sim variações, novas possibilidades, novas formas de ver o mesmo conteúdo.
Imagine e divirta-se!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO DA CRIANÇA NA ABORDAGEM JUNGUIANA

Thalita de Oliveira Soares

O texto a seguir é uma tentativa de discorrer, de maneira sucinta, sobre o desenvolvimento da criança sob a perspectiva da teoria analítica de C. G. Jung. O objetivo é mostrar uma parcela do que ocorre ao indivíduo no início de sua vida, quanto à estruturação de sua psique a partir de uma investigação da história da origem da consciência e dos estágios arquetípicos como etapas de seu desenvolvimento. Para tanto, será apresentado graus de consciência do ego que operam na psique da criança como parte de seu desenvolvimento psicológico e formação de sua personalidade. 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

MARKETING ATUAL E SUAS RELAÇÕES COM O CONCEITO DE IMAGEM ARQUETÍPICA

Juliana Marques Pinc da Silva

Introdução

O objetivo do presente texto é expor as discussões de alguns autores sobre a utilização das imagens arquetípicas, conceito proposto por C.G. Jung, na administração do significado de marcas. O norte desta discussão está pautado no livro “O Herói e o Fora da Lei” de Margaret Mark e Carol S. Pearson (2001), conceituadas profissionais da área do Marketing que, segundo seu livro, foram as primeiras a criarem uma metodologia sistemática para alavancar significados arquetípicos nas marcas. O respaldo para os termos junguianos é oferecido por Marie-Louise von Franz (1975), em “C.G. Jung – Seu Mito em Nossa época” e Samuels (s.d), em “O Dicionário Crítico de Análise Junguiana”. A Dra. von Franz acompanhou o trabalho de Jung durante muitos anos e, mais tarde, fundou o C. G. Jung Institute de Zurique.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

POSSIBILIDADES DE RELAÇÕES ENTRE AS PRÁTICAS ORGANIZACIONAIS E A TEORIA DA PSICOLOGIA ANALÍTICA


Nelson Roberto Bertholi Jr

1. Introdução
Desde o surgimento da Escola Clássica de Administração, ou Taylorismo, a preocupação com a relação homem-trabalho se mostra relevante. Inicialmente, a problemática da Psicologia Industrial voltava-se para o aumento do rendimento do funcionário em seu posto de trabalho, fazendo surgir os primeiros estudos sobre a fadiga, as condições de trabalho e as relações humanas existentes no ambiente de trabalho.
Após a II Guerra Mundial, devido às diversas mudanças político-econômicas, foi necessário fazer transformações nas práticas a fim de atenderem a produtividade das empresas. A Psicologia, agora Organizacional,

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

SOBRE OS TIPOS PSICOLÓGICOS DA PSICOLOGIA JUNGUIANA


Mariana Kanbara & Mauro Rocha
(Parte do Minicurso da XI Semana de Psicologia da Universidade Estadual de Maringá)
Pretendemos aqui tecer alguns apontamentos da teoria dos Tipos Psicológicos. Nossa escolha pelo tema se faz a partir da possibilidade de aplicabilidade desta teoria em vários campos de atuação da psicologia e por perceber a utilização cada vez maior do questionário QUATI.
Dizemos isso com base na experiência de alguns profissionais que utilizam a teoria dos Tipos Psicológicos para esclarecer questões relacionadas à empresa, na formação de equipes e análise de cargos e funcionários; em orientação vocacional, auxiliando o indivíduo a conhecer-se através de algumas características até então pouco trabalhadas; na clínica, proporcionando um modo do indivíduo conhecer-se e perceber suas atitudes e o que pode, ou não, influenciá-las.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

MANUAL DE CAMBRIDGE PARA ESTUDOS JUNGUIANOS

Carl Gustav Jung, um dos fundadores da psicanálise, rompeu com Freud e desenvolveu suas próprias teorias, chamando-as de "psicologia analítica". Este manual situa Jung no contexto de seu próprio tempo, delineia a prática e a teoria da psicologia junguiana na atualidade e mostra como os junguianos continuam a questionar e desenvolver seu pensamento para adaptá-lo ao mundo pós-moderno multicultural da psicanálise contemporânea.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O PAI E A PSIQUE

Quase toda a psicologia profunda tem como fundamento a relação da criança com a mãe. Pouco ou quase nada se fala do pai e de sua função arquetípica na vida psíquica, exceto pela menção de seu papel na consecução de um Eu heróico a partir da adolescência. Todavia, será que o papel do pai é apenas a exterioridade, o ethos e a lei?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Algumas discussões sobre O ABUSO DO PODER NA PSICOTERAPIA - e na medicina, serviço social, sacerdócio e magistério.

(Parte da Vivência e Reflexão: Cuidando de quem Cuida ministrada no evento O CUIDADOR E SEU PACIENTE: ALGUNS PONTOS DE VISTA E CONSIDERAÇÕES, realizada na Universidade Estadual de Maringá)
Onipotência na área da saúde: o que nos dá o direito de impor uma ajuda ao outro? Quando nos relacionamos com o outro dentro de nossa perspectiva profissional, qual o mal que podemos causar involuntariamente aos nossos paciente/clientes quando nos propomos a ajudá-los? Essa é apenas uma das várias questões que o autor nos apresenta e que nos leva a encarar nossos lados sombrios.
Segundo o autor, a função que exercemos “não é salvar as pessoas ou revelar-lhes o sentido de sua vida”, o que podemos fazer é “mostrar que tanto o vazio como o sentido existem e ajudar as pessoas a suportarem serem o que são” (pg. 11).

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Figuras de Lambspring

Lampert Spring é um filósofo alemão, descendente de nobres, que escreve um tratado sobre a pedra filosofal. Neste tratado são apresentadas 15 figuras sequenciais acompanhadas de textos que nos remetem a aspectos importantes da tensão entre opostos no desenvolvimento do homem.
Seguindo os preceitos da alquimia, tentemos visualizar essas imagens sem perdermos a noção de que devemos utilizar sempre um fogo brando em nosso processo de transformação e sermos fiéis a nossos sentimentos e intuições.
Encontramos estas figuras e uma discussão sobre as mesmas em PSIQUIATRIA JUNGUIANA, livro de Heinrich Karl Fierz, já pontuado em outro momento neste blog.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O ABUSO DO PODER NA PSICOTERAPIA: E NA MEDICINA, SERVIÇO SOCIAL, SARCERDOCIO E MAGISTERIO

O ABUSO DO PODER NA PSICOTERAPIA: E NA MEDICINA, SERVIÇO SOCIAL, SARCERDOCIO E MAGISTERIOA maioria das profissões, de uma forma ou de outra, presta serviço à saúde e ao bem-estar da humanidade. Porém as atividades do médico, do padre, do professor, do psicoterapeuta e do assistente social envolvem um trabalho especializado e deliberado para ajudar os infelizes, os doentes, aqueles que de algum modo se perderam. A presente obra analisa como e por que os membros dessas profissões de ajuda podem também causar enormes danos, devido a seu próprio desejo de ajudar.
ADOLF GUGGENBUHL-CRAIG. O ABUSO DO PODER NA PSICOTERAPIA: E NA MEDICINA, SERVIÇO SOCIAL, SARCERDOCIO E MAGISTERIO - Coleção Amor e Psique, Editora Paulus, 2004. Tradução: Roberto Gambini

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Psiquiatria Junguiana

Observações psiquiátrico-analíticas repletas de preciosas intuições de um junguiano respeitado e raro terapeuta que, assim como Jung, trabalhou em psiquiatria. O livro nos apresenta uma visão da psicologia e da psiquiatria como aliadas. Interessante por descrever de forma consistente conteúdo teórico e prático da psiquiatria através da perspectiva da psicologia analítica. O autor oferece numa linguagem simples uma visão esclarecedora sobre alguns dos principais processos que se relacionam com a prática psicoterápica dentro dos hospitais psiquiátricos e no atendimento clínico. Neste sentido, o livro se torna ferramenta útil para esclarecimentos práticos e teóricos para quem atua dentro da perspectiva junguiana. Observações psiquiátrico-analíticas repletas de preciosas intuições de um junguiano respeitado e raro terapeuta que, assim como Jung, trabalhou em psiquiatria. Autor: HEINRICH KARL FIERZ  Editora: Paulus Ano: 1997

sábado, 30 de outubro de 2010

Vida e Obra: Uma memória biográfica

Várias biografias têm sido escritas sobre Carl Gustav Jung, e, devido a sua crescente fama e reconhecimento como um dos maiores cientistas do século XX, provavelmente outras virão na tentativa de contextualizar sua vida e obra. Entretanto, a família de Jung tem resistido às mais diversas pressões e não autorizou até o momento nenhuma delas. Resta-nos, portanto, procurar testemunhas fidedignas que possam fornecer dados objetivos, e, nesse sentido, Mantendo uma descrição e uma postura ética exemplares, ela descreve o mestre com sensibilidade e conhecimento, evidenciando a profunda interligação das pesquisas e desenvolvimento da teoria analítica com sua vida pessoal. Esse livro é precioso para todos aqueles que desejam conhecer empática ou cientificamente a vida desse homem complexo e criativo. O leitor, por meio das lembranças de B. Hannah, será guiado pelas complexas nuanças e riquezas da vida de um grande mestre.
Editora: Artmed  Autor: BARBARA HANNAH Ano: 2002

E POR FALAR EM JUNG...

Mauro Sérgio da Rocha
(Texto elaborado para o Grupo Pietros para aproximações iniciais sobre a teoria junguiana)

Dentro da multiplicidade de teorias e práticas existentes na psicologia encontramos grandes autores que, cada um a seu modo, tentam compreender a incrível complexidade humana. Dentre estes escritores, iremos aqui, apontar alguns conceitos e práticas que fazem parte do corpo teórico conhecido por psicologia analítica, sedimentado pelo médico psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (1875 – 1961).

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Constatações


DESTRUIÇÃO :
Foi há muito tempo, muito longe daqui. Havia bem mais estrelas no céu. Nós nos encontramos nas cataratas cintilantes e fomos caminhar.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Leitura Prática...


DICIONÁRIO DE SÍMBOLOS

ALAIN GHEERBRANT & JEAN CHEVALIER

Seria pouco dizer que vivemos num mundo de símbolos: um mundo de símbolos vive em nós. Da psicanálise à antropologia, da crítica de arte à publicidade e à propaganda ideolágica ou política, ciências, artes e técnicas tentam, cada vez mais, atualmente, decifrar a linguagem dos simbolos, não só para ampliar o campo do conhecimento e aprofundar a comunicação, como também para domar uma energia de um tipo especial, subjacente aos nossos atos, reflexos, tendências e repulsões, das quais apenas começamos a vislumbrar o extraordinário poder. Anos de reflexão e de estudos comparativos sobre um conjunto de informações reunidas por uma equipe de pesquisadores, abrangendo áreas culturais através do desenrolar da história e da extensão do povoamento humano, levaram os autores a demonstrar o caráter profundo da linguagem simbólica, tal como ela se subdivide nas camadas ocultas da nossa mente. Todos sentirão a importância deste Dicionário. Mais de 1600 artigos, entrelaçados por comparações e remissiva, muitas vezes reestruturados após longa maturação, permitem o desvendar do símbolo melhor do que a razão por seus próprios meios. Este conjunto único abre as portas do imaginário, induz o leitor a refletir sobre os símbolos.